Blog da Comunicação
A ARTE DA COMUNICAÇÃO PRESENTE AQUI!
Agora faço parte de um outro blog, mais informativo, mais jornalístico. Continuo postando aqui também, pessoal, mas não menos importante!
Ajudem a divulgar o novo blog, e não deixem de comentá-los!
Logo colocarei meus neurônios para trabalhar e publicarei algo bem legal lá!
Beijossssss
http://www.blogdacomunicacao.com.br
domingo, 18 de maio de 2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
RISOS EM MEIO ÀS TRISTEZAS DO MUNDO

O circo precisou passar por transformações
para adaptar-se aos novos tempos
Mudanças Obrigatórias
Para sobreviver diante da concorrência como o rádio, depois a televisão, e hoje com a internet, a arte circense precisou evoluir, desde a sua infra-estrutura, até nos modos de apresentação dos espetáculos.
O circo é uma das artes mais antigas do mundo. O nome, foi originado na época do Império Romano. Antes, o chão de terra batida era a base, onde erguiam-se as lonas e os picadeiros. Hoje, no asfalto, com toda a tecnologia e desenvolvimento, as companhias contam com o auxílio de especialistas em marketing e publicidade, diferente do original modelo onde um megafone anunciava as apresentações nas cidades.
Em São Paulo, há duas empresas circenses que possuem moradia fixa. Os circos que têm endereço são, o Circo Vox, localizado em uma área nobre da cidade, Chácara Santo Amaro, e o Circo Spacial, no Jardim Anália Franco. Idealizando um espaço que sintetize o trabalho do circo, representam uma mudança significativa e uma quebra no paradigma do circo viajante. Ainda assim, a maioria dos circos mantém a estrutura original de picadeiro, onde se instalam nas cidades, com arquibancadas, lonas, trailers e carretas.
Mudanças Obrigatórias
Para sobreviver diante da concorrência como o rádio, depois a televisão, e hoje com a internet, a arte circense precisou evoluir, desde a sua infra-estrutura, até nos modos de apresentação dos espetáculos.
O circo é uma das artes mais antigas do mundo. O nome, foi originado na época do Império Romano. Antes, o chão de terra batida era a base, onde erguiam-se as lonas e os picadeiros. Hoje, no asfalto, com toda a tecnologia e desenvolvimento, as companhias contam com o auxílio de especialistas em marketing e publicidade, diferente do original modelo onde um megafone anunciava as apresentações nas cidades.
Em São Paulo, há duas empresas circenses que possuem moradia fixa. Os circos que têm endereço são, o Circo Vox, localizado em uma área nobre da cidade, Chácara Santo Amaro, e o Circo Spacial, no Jardim Anália Franco. Idealizando um espaço que sintetize o trabalho do circo, representam uma mudança significativa e uma quebra no paradigma do circo viajante. Ainda assim, a maioria dos circos mantém a estrutura original de picadeiro, onde se instalam nas cidades, com arquibancadas, lonas, trailers e carretas.
Emprego Tácito
O palhaço César Guimarães, diretor artístico do Tradicional Circo Fiesta, nasceu inserido na arte. Ele atribui o sucesso de grandes circos, como Cirque Du Soleil, à alta tecnologia investida. Guimarães diz que quem assiste a um espetáculo desse nível, aplaude ao maquinário e não ao artista. Compara também os preços dos ingressos com os comercializados pelos circos brasileiros, mas garante que a sua paixão pela arte é igual, senão maior à dos grandes.
Para Rody Jardim, do Circo Spacial, as produções que chegam ao País não representam ameaças, pois elas não são direcionadas ao público infantil, diferente das produções brasileiras que são feitas para as crianças. Outras formas de entretenimento, muitas vezes não são ameaças à sobrevivência do circo, e sim são os circos-franquia que causam as preocupações. São considerados como concorrência predatória, pois apresentam um espetáculo menor, cobram menores preços, e preferem quantidade à qualidade dos produtos exibidos ao público.
Polêmica & Prejuízos
O Circo Orlando Orfei viu-se obrigado a fechar as
portas após a proibição de animais no circo
portas após a proibição de animais no circo
Com a implementação da Lei, que proíbe o uso de animais em circos, agravou inúmeras perdas nos espetáculos, que tinham como maior atração o famoso domador. Assim, acarretou na decepção do público ao não encontrar a imagem de Orfei dentro das jaulas e fez com que o Circo encerrasse suas atividades em Março de 2008.
Emanuel David Avelar Goulart, é assessor de imprensa de Orlando Orfei, trabalha com ele há 37 anos e foi também o engenheiro do projeto Águas Dançantes, grande sucesso do Circo Orfei. O projeto das Águas foi idealizado por Otto Pystawik, em 1930, na Alemanha e trazido ao Brasil por Orfei, que se preocupou em manter o equipamento original. Questionado sobre a continuidade do projeto Águas Dançantes e o Circo Orlando Orfei, Goulart diz que o filho de Orfei, Mário Orfei, apresenta a Fonte no Circo di Napoli II, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, e que hoje estudam a possibilidade de voltar com um novo circo.
domingo, 11 de maio de 2008
ELIANE, Feliz Dia das Mães!
De tudo que já vivi
De tudo que já ouvi
De tudo que já senti
De tudo que já amei
De tudo que já falei
De tudo que já chorei
De tudo que irei viver
De tudo que irei vencer
De tudo que irei conhecer
Há alguém que eu devo agrader
MMMMÃÃÃÃEEEE
Obrigada pela sua existência
Obrigada pela sua paciência
Obrigada pela sua sabedoria
Obrigada pela sua companhia
Obrigada pela sua alegria
Sem VOCÊ eu não seria NINGUÉM
PARABÉNS PELO SEU DIA!
De tudo que já ouvi
De tudo que já senti
De tudo que já amei
De tudo que já falei
De tudo que já chorei
De tudo que irei viver
De tudo que irei vencer
De tudo que irei conhecer
Há alguém que eu devo agrader
MMMMÃÃÃÃEEEE
Obrigada pela sua existência
Obrigada pela sua paciência
Obrigada pela sua sabedoria
Obrigada pela sua companhia
Obrigada pela sua alegria
Sem VOCÊ eu não seria NINGUÉM
PARABÉNS PELO SEU DIA!
quarta-feira, 7 de maio de 2008
TECNOLOGIA APROXIMA A INFORMAÇÃO E AFASTA AS PESSOAS
Avanço tecnológico nos mantém em contato constante sem a presença corporal
Com a invenção do telefone, a comunicação entre as pessoas foi facilitada. Sem precisar estar frente-a-frente, a troca de informações pôde disseminar e levar a mensagem rapidamente ao seu receptor.
Recentemente, conhecemos a internet, ferramenta capaz de nos levar ao Japão em segundos, ao mesmo tempo nos manter em conversas com alguém na África, e com nosso vizinho de apartamento. Ainda, descobrimos a teleconferência, que além de conversar com pessoas distantes, podemos vê-las instantaneamente. É como conversar com a nossa televisão, e ela responder.
Marshall McLuhan, em “Visão, Som e Fúria”, descreve a evolução da comunicação em três etapas principais. A primeira, primitiva, antecede a tecnologia, a segunda, pós-renascentista, enfatizou a linearidade do pensamento e o predomínio da visão, e a terceira, verbi-voco-visual, produzida pelo avanço tecnológico.
Da mesma forma que temos rápido acesso à informação, rapidamente a lemos, sem nos aprofundar muito no assunto, e ficamos vulneráveis a notícias incoerentes e falsas. A velocidade acarretou na falta de concentração e capacidade de discernir e sondar enigmas.
Tais avanços trouxeram também a comodidade. Muitas pessoas sequer saem de casa para realizarem as compras no supermercado. Apenas conectam-se ao site, enchem o carrinho, efetuam o pagamento com cartão de crédito ou débito e pronto. Em minutos resolvem o que levariam horas para fazer, sem enfrentar trânsito e filas.
Há também aquelas pessoas que se comunicam somente através do computador. Que contatam amigos, namorados, tudo por mensagens instantâneas. Passam horas, senão dias, diante da máquina, sem ter contato físico com alguém.
Sem dúvidas, são ferramentas que hoje não conseguimos mais viver sem. Crescemos numa geração dependente e sedentária, necessitada de praticidade, onde tempo é dinheiro. Mas o que deixamos de vivenciar e aprender nas ruas, nos obstáculos urbanos, são coisas que jamais teremos no meio eletrônico. Emoções e alegrias incapazes de serem transmitidas pelo “msn”.
Uma forma que alguns pais encontraram para ficarem próximos aos seus filhos foi a adesão à internet. Eles se conectam em busca de informações, dicas de saúde, comparações de preços, e entretenimento como jogos para crianças, é o que aponta a pesquisa divulgada no mês passado pela Associação Européia de Propaganda Interativa. A pesquisa revela que adultos com filhos passam mais tempo na internet do que aqueles que não possuem filhos. O acesso aos sites varia conforme a idade dos respectivos filhos.
Podemos repensar atitudes e valores presentes em nosso cotidiano, não deixar de usar e compartilhar desses mecanismos que foram criados pelo homem para enriquecer nosso trabalho. Mas sim saber moderar seu uso, utilizá-los de maneira eficaz e inteligente, para que sobre mais tempo para longas caminhadas no parque com amigos, ou para aquele “abraço de urso” no filho e marido.
Estudo da Universidade da Carolina do Norte (EUA), publicado no Psychosomatic Medicine, revela que o contato físico pode aumentar a longevidade. Ao abraçar, o nosso corpo aumenta a produção de oxitocina, um importante hormônio ligado à fidelidade que estimula a união entre as pessoas, afirma a psiquiatra Kathleen Keating, autora do livro “Terapia do Abraço”.
Com a invenção do telefone, a comunicação entre as pessoas foi facilitada. Sem precisar estar frente-a-frente, a troca de informações pôde disseminar e levar a mensagem rapidamente ao seu receptor.
Recentemente, conhecemos a internet, ferramenta capaz de nos levar ao Japão em segundos, ao mesmo tempo nos manter em conversas com alguém na África, e com nosso vizinho de apartamento. Ainda, descobrimos a teleconferência, que além de conversar com pessoas distantes, podemos vê-las instantaneamente. É como conversar com a nossa televisão, e ela responder.
Marshall McLuhan, em “Visão, Som e Fúria”, descreve a evolução da comunicação em três etapas principais. A primeira, primitiva, antecede a tecnologia, a segunda, pós-renascentista, enfatizou a linearidade do pensamento e o predomínio da visão, e a terceira, verbi-voco-visual, produzida pelo avanço tecnológico.
Da mesma forma que temos rápido acesso à informação, rapidamente a lemos, sem nos aprofundar muito no assunto, e ficamos vulneráveis a notícias incoerentes e falsas. A velocidade acarretou na falta de concentração e capacidade de discernir e sondar enigmas.
Tais avanços trouxeram também a comodidade. Muitas pessoas sequer saem de casa para realizarem as compras no supermercado. Apenas conectam-se ao site, enchem o carrinho, efetuam o pagamento com cartão de crédito ou débito e pronto. Em minutos resolvem o que levariam horas para fazer, sem enfrentar trânsito e filas.
Há também aquelas pessoas que se comunicam somente através do computador. Que contatam amigos, namorados, tudo por mensagens instantâneas. Passam horas, senão dias, diante da máquina, sem ter contato físico com alguém.
Sem dúvidas, são ferramentas que hoje não conseguimos mais viver sem. Crescemos numa geração dependente e sedentária, necessitada de praticidade, onde tempo é dinheiro. Mas o que deixamos de vivenciar e aprender nas ruas, nos obstáculos urbanos, são coisas que jamais teremos no meio eletrônico. Emoções e alegrias incapazes de serem transmitidas pelo “msn”.
Uma forma que alguns pais encontraram para ficarem próximos aos seus filhos foi a adesão à internet. Eles se conectam em busca de informações, dicas de saúde, comparações de preços, e entretenimento como jogos para crianças, é o que aponta a pesquisa divulgada no mês passado pela Associação Européia de Propaganda Interativa. A pesquisa revela que adultos com filhos passam mais tempo na internet do que aqueles que não possuem filhos. O acesso aos sites varia conforme a idade dos respectivos filhos.
Podemos repensar atitudes e valores presentes em nosso cotidiano, não deixar de usar e compartilhar desses mecanismos que foram criados pelo homem para enriquecer nosso trabalho. Mas sim saber moderar seu uso, utilizá-los de maneira eficaz e inteligente, para que sobre mais tempo para longas caminhadas no parque com amigos, ou para aquele “abraço de urso” no filho e marido.
Estudo da Universidade da Carolina do Norte (EUA), publicado no Psychosomatic Medicine, revela que o contato físico pode aumentar a longevidade. Ao abraçar, o nosso corpo aumenta a produção de oxitocina, um importante hormônio ligado à fidelidade que estimula a união entre as pessoas, afirma a psiquiatra Kathleen Keating, autora do livro “Terapia do Abraço”.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Tremor que causa Temor
Antes, coisas que só aconteciam com os outros, só se via pela TV. Hoje, ninguém mais está livre das reações da natureza contra os maus tratos do homem.
Há pouco mais de 1 hora, estava eu, sentada em minha cama, lendo um livro. Senti minha cama tremer. Não foi um tremor qualquer, desses que acontecem quando alguém esbarra, balança ou bate. Foi um tremor contínuo, parou por um momento e tremeu novamente. Desviada minha atenção do livro, pensei em muitas possibilidades: alguém batendo na parede; alguém no apartamento de baixo batendo no teto; algo da minha imaginação; algo sobrenatural, espíritos e afins.
Continuei a ler o livro. Então, resolvi entrar na internet, msn. Um de meus contatos do msn, havia escrito na mensagem pessoal: "Tremor em São Paulo mas eu nem senti rsrs".
Foi aí então que caiu a ficha. Realmente se tratava de um terremoto. Na hora, abri o site da Globo, e ali estava a notícia.
O tremor atingiu os Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
De acordo com o site de monitoramento de terremotos dos Estados Unidos, o US Geological Survey, um terremoto de 5.2 graus na escala Richter foi detectado na costa brasileira, a 215 quilômetros de São Vicente, litoral sul de São Paulo.
Milhares de pessoas entraram em contato com Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Imprensa, para relatar momentos e sensações na hora do tremor. As linhas ficaram congestionadas.
Possivelmente a rachadura na parede do Hospital Estadual da Vila Alpina, zona leste, foi provocada pelo terremoto. A rachadura surgiu com cerca de um metro, na área administrativa do pronto-socorro.
Outros tremores já haviam acontecido no Brasil. Ano passado o fenômeno foi reflexo de um terremoto no Chile. Em 2007 também, foi registrada a primeira morte causada pelos tremores de terra, em Minas Gerais, 4.9 graus na escala Richter.
Nessa contínua desbravação, sem limites e respeito com a natureza, já era previsível uma resposta à altura. Será que as profecias descritas na Bíblia estão realmente acontecendo? Será que caminhamos rumo ao fim do mundo?
Mundo onde gente mata gente, pais e filhos já não conhecem o sentido da palavra amor. Realmente a preocupação tomou conta de meus pensamentos. Até quando conseguiremos deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranqüilos, sem sentirmos culpa?
Há pouco mais de 1 hora, estava eu, sentada em minha cama, lendo um livro. Senti minha cama tremer. Não foi um tremor qualquer, desses que acontecem quando alguém esbarra, balança ou bate. Foi um tremor contínuo, parou por um momento e tremeu novamente. Desviada minha atenção do livro, pensei em muitas possibilidades: alguém batendo na parede; alguém no apartamento de baixo batendo no teto; algo da minha imaginação; algo sobrenatural, espíritos e afins.
Continuei a ler o livro. Então, resolvi entrar na internet, msn. Um de meus contatos do msn, havia escrito na mensagem pessoal: "Tremor em São Paulo mas eu nem senti rsrs".
Foi aí então que caiu a ficha. Realmente se tratava de um terremoto. Na hora, abri o site da Globo, e ali estava a notícia.
O tremor atingiu os Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
De acordo com o site de monitoramento de terremotos dos Estados Unidos, o US Geological Survey, um terremoto de 5.2 graus na escala Richter foi detectado na costa brasileira, a 215 quilômetros de São Vicente, litoral sul de São Paulo.
Milhares de pessoas entraram em contato com Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Imprensa, para relatar momentos e sensações na hora do tremor. As linhas ficaram congestionadas.
Possivelmente a rachadura na parede do Hospital Estadual da Vila Alpina, zona leste, foi provocada pelo terremoto. A rachadura surgiu com cerca de um metro, na área administrativa do pronto-socorro.
Outros tremores já haviam acontecido no Brasil. Ano passado o fenômeno foi reflexo de um terremoto no Chile. Em 2007 também, foi registrada a primeira morte causada pelos tremores de terra, em Minas Gerais, 4.9 graus na escala Richter.
Nessa contínua desbravação, sem limites e respeito com a natureza, já era previsível uma resposta à altura. Será que as profecias descritas na Bíblia estão realmente acontecendo? Será que caminhamos rumo ao fim do mundo?
Mundo onde gente mata gente, pais e filhos já não conhecem o sentido da palavra amor. Realmente a preocupação tomou conta de meus pensamentos. Até quando conseguiremos deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranqüilos, sem sentirmos culpa?
domingo, 20 de abril de 2008
Blogar pode matar?
"Domingo, 20 de abril de 2008, 13h30
Blogueiros profissionais trabalham até a exaustão
Marilynn K. Yee/The New York Times
Usar a casa como escritório, na economia da Internet, pode gerar grande estresse físico e emocional
Eles trabalham longas horas, freqüentemente até a exaustão. Muitos deles são pagos por peça - não para fazer roupas, mas para escrever posts. Estamos falando daquele local em que a mão-de-obra é explorada na era da Internet. Vocês talvez o conheçam por outro nome: casa.
Uma força crescente de trabalhadores, blogueiros e empresários que usam suas casas como escritórios, armados de computadores e celulares inteligentes, conectados até a raiz dos cabelos, labutam sob grande estresse físico e emocional, criado pela economia da Internet que funciona 24 horas por dia e exige uma corrente ininterrupta de notícias e comentários.
É claro que os blogueiros poderiam trabalhar em outro lugar, e eles professam amor pela ação ininterrupta e pela possível oportunidade de criar um veículo mundial de mídia sem grande investimento financeiro. Ao mesmo tempo, alguns começam a se perguntar se alguma coisa saiu muito errado no conceito. Nos últimos meses, dois dentre eles morreram subitamente.
No mês passado, em Forth Lauderdale, Flórida, foi realizado o sepultamento de Russell Shaw, um blogueiro prolífico que tratava de assuntos tecnológicos e morreu aos 60 anos de ataque cardíaco. Em dezembro, outro blogueiro especializado em tecnologia, Marc Orchant, morreu de enfarte coronário fulminante aos 50 anos. Um terceiro, Om Malik, 41, sobreviveu a um ataque cardíaco em dezembro.
Outros blogueiros se queixam de ganho ou perda de peso, distúrbios do sono, exaustão e outros males nascidos do desgaste constante de produzir para um ciclo de informação e notícias que nunca pára, como o da Internet.
É certo que não existe um diagnóstico oficial de "morreu de blog", e a morte prematura de duas pessoas obviamente não se qualifica como epidemia. E tampouco se pode ter certeza de que o estresse profissional contribuiu para essas duas mortes. Mas amigos e familiares das vítimas, e colegas que trabalham em sistema semelhante, dizem que as mortes os fizeram pensar sobre o perigo do estilo de trabalho que adotaram.
A pressão atinge até mesmo aqueles que trabalham por conta própria ¿e são bem remunerados por isso.
"Não morri ainda", disse Michael Arrington, fundador e co-editor do TechCrunch, um popular blog de tecnologia. O site gerou milhões de dólares em receita publicitária, mas o custo foi ponderável: Arrington diz que ganhou mais de 13 quilos nos últimos três anos, sofre de distúrbios graves do sono e transformou sua casa em escritório para ele e outros quatro funcionários. "Em determinado momento, terei um colapso nervoso e serei internado em um hospital, ou algo assim vai acontecer".
"Esse ritmo não é sustentável", disse.
Não se sabe quanta gente escreve blogs remunerados, mas o número certamente atinge a casa dos milhares ou talvez dezenas de milhares.
O surgimento dessa categoria de trabalhador da informação segue em paralelo com o desenvolvimento da economia online. Porque a Internet se tornou uma importante mídia editorial, a publicidade agora se transferiu para a rede com toda a força.
Mesmo em empresas estabelecidas, a Internet mudou a natureza do trabalho, permitindo que as pessoas instalem escritórios virtuais e trabalhem de qualquer lugar, a qualquer hora. A flexibilidade tem um lado negativo, já que os trabalhadores estão sempre a um clique de distância dos encargos profissionais. Para os obsessivos trabalhadores do setor de informação, isso pode querer dizer não sair de casa jamais.
Existe uma crescente legião de cronistas online, reportando e refletindo sobre esporte, política, negócios, celebridades e todos os nichos concebíveis. Alguns escrevem por diversão, mas milhares o fazem para empresas - como funcionários ou prestadores de serviços -, ou criaram companhias próprias de mídia, com o objetivo de lucrar.
Uma das categorias mais competitivas é a de blogs sobre desenvolvimentos tecnológicos e notícias de tecnologia. Eles vivem em feroz e ininterrupta competição para divulgar notícias sobre empresas, apresentar produtos novos ou expor mancadas corporativas.
Ao vencedor, os benefícios de ego - e também, potencialmente, a publicidade. Os blogueiros que escrevem para esses sites muitas vezes recebem por post, ainda que alguns sejam pagos com base no número de leitores que atraem. Eles criam audiência furando a concorrência ou ao publicar imenso volume de informações - ou ambos.
Alguns sites, como os da Gawker Media, pagam salários base e bonificações aos blogueiros que atinjam metas, por exemplo 100 mil visitas mensais à página que redigem. Depois, a meta é elevada, como no caso de vendedores que faturem comissões: quanto mais textos, mais dinheiro.
Os blogueiros de alguns dos maiores sites dizem que os escritores podem ganhar US$ 30 mil (cerca de R$ 50 mil) ao ano, inicialmente, e que alguns deles atingem os US$ 70 mil (R$ 115 mil). Alguns dos mais incansáveis ultrapassam a marca de US$ 100 mil, e alguns empresários do setor criaram pequenos impérios na Internet que geram centenas de milhares de dólares ao mês. Outros escritores que estão tentando fazer carreira com blogs dizem que conseguem faturar apenas por volta de US$ 1 mil mensais (R$ 1,7 mil).
Velocidade pode ser essencial. Caso um blog seja superado por um milissegundo, o post de outra pessoa é que atrairá a audiência, os links e a maior porção das verbas publicitárias.
"Não há um momento sequer - nem mesmo durante o sono - em que a pessoa não esteja preocupada com a possibilidade de estar perdendo uma matéria", diz Arrington.
"Não seria ótimo se a gente adotasse uma regra que diz que nenhum blogueiro pode postar texto novo entre as 20h, hora do Pacífico, e o raiar do dia seguinte? Assim poderíamos todos descansar", disse Arrington. "Mas isso nunca vai acontecer".
Tradução: Paulo Migliacci ME
The New York Times
Site Terra: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI2761325-EI4802,00-Sob+pressao+escritores+blogam+ate+cair.html
____________________________________________________________________
Revista da Semana
Sociedade>> Saúde
"Atividade geraria alto nível de stress
Três conhecidos blogueiros de tecnologia dos EUA tiveram ataques do coração desde dezembro, e uma matéria no jornal americano sugere que o stress de blogar pode ser a causa. Cora Nucci, blogueira do Information Week, diz não ser tão prolífica quanto seus colegas que morreram - Russell Shaw, do ZDNet, e Marc Orchant, do blognation – mas que “a carga de blogar pode ser sentida por qualquer um, até por amadores”. É constante a urgência de expressar um pensamento original e postá-lo primeiro, diz ela. “Há dias em que nos sentimos quebrando pedras debaixo do sol quente. Postar pode dar a sensação de ficarmos suando vitoriosos sobre uma pequena pilha de emtulho”. O perigo resulta do alto nível de stress de se trabalhar 24 horas sem parar, e da leitura e escrita sedentárias. No mundo dos blogs “o tempo é tudo”, afirma a PC World. “Você tem de ser o primeiro a encontrar, analisar e postar as notícias”. O terceiro blogueiro citado pela New York Times, Om Malik, sobreviveu a um ataque do coração. Ele tem 41 anos. No momento, está em Miami, descansando – segundo contou em seu blog. "
http://revistadasemana.abril.com.br/conteudo/geral/conteudo_geral_275344.shtml
Blogueiros profissionais trabalham até a exaustão
Marilynn K. Yee/The New York Times
Usar a casa como escritório, na economia da Internet, pode gerar grande estresse físico e emocional
Eles trabalham longas horas, freqüentemente até a exaustão. Muitos deles são pagos por peça - não para fazer roupas, mas para escrever posts. Estamos falando daquele local em que a mão-de-obra é explorada na era da Internet. Vocês talvez o conheçam por outro nome: casa.
Uma força crescente de trabalhadores, blogueiros e empresários que usam suas casas como escritórios, armados de computadores e celulares inteligentes, conectados até a raiz dos cabelos, labutam sob grande estresse físico e emocional, criado pela economia da Internet que funciona 24 horas por dia e exige uma corrente ininterrupta de notícias e comentários.
É claro que os blogueiros poderiam trabalhar em outro lugar, e eles professam amor pela ação ininterrupta e pela possível oportunidade de criar um veículo mundial de mídia sem grande investimento financeiro. Ao mesmo tempo, alguns começam a se perguntar se alguma coisa saiu muito errado no conceito. Nos últimos meses, dois dentre eles morreram subitamente.
No mês passado, em Forth Lauderdale, Flórida, foi realizado o sepultamento de Russell Shaw, um blogueiro prolífico que tratava de assuntos tecnológicos e morreu aos 60 anos de ataque cardíaco. Em dezembro, outro blogueiro especializado em tecnologia, Marc Orchant, morreu de enfarte coronário fulminante aos 50 anos. Um terceiro, Om Malik, 41, sobreviveu a um ataque cardíaco em dezembro.
Outros blogueiros se queixam de ganho ou perda de peso, distúrbios do sono, exaustão e outros males nascidos do desgaste constante de produzir para um ciclo de informação e notícias que nunca pára, como o da Internet.
É certo que não existe um diagnóstico oficial de "morreu de blog", e a morte prematura de duas pessoas obviamente não se qualifica como epidemia. E tampouco se pode ter certeza de que o estresse profissional contribuiu para essas duas mortes. Mas amigos e familiares das vítimas, e colegas que trabalham em sistema semelhante, dizem que as mortes os fizeram pensar sobre o perigo do estilo de trabalho que adotaram.
A pressão atinge até mesmo aqueles que trabalham por conta própria ¿e são bem remunerados por isso.
"Não morri ainda", disse Michael Arrington, fundador e co-editor do TechCrunch, um popular blog de tecnologia. O site gerou milhões de dólares em receita publicitária, mas o custo foi ponderável: Arrington diz que ganhou mais de 13 quilos nos últimos três anos, sofre de distúrbios graves do sono e transformou sua casa em escritório para ele e outros quatro funcionários. "Em determinado momento, terei um colapso nervoso e serei internado em um hospital, ou algo assim vai acontecer".
"Esse ritmo não é sustentável", disse.
Não se sabe quanta gente escreve blogs remunerados, mas o número certamente atinge a casa dos milhares ou talvez dezenas de milhares.
O surgimento dessa categoria de trabalhador da informação segue em paralelo com o desenvolvimento da economia online. Porque a Internet se tornou uma importante mídia editorial, a publicidade agora se transferiu para a rede com toda a força.
Mesmo em empresas estabelecidas, a Internet mudou a natureza do trabalho, permitindo que as pessoas instalem escritórios virtuais e trabalhem de qualquer lugar, a qualquer hora. A flexibilidade tem um lado negativo, já que os trabalhadores estão sempre a um clique de distância dos encargos profissionais. Para os obsessivos trabalhadores do setor de informação, isso pode querer dizer não sair de casa jamais.
Existe uma crescente legião de cronistas online, reportando e refletindo sobre esporte, política, negócios, celebridades e todos os nichos concebíveis. Alguns escrevem por diversão, mas milhares o fazem para empresas - como funcionários ou prestadores de serviços -, ou criaram companhias próprias de mídia, com o objetivo de lucrar.
Uma das categorias mais competitivas é a de blogs sobre desenvolvimentos tecnológicos e notícias de tecnologia. Eles vivem em feroz e ininterrupta competição para divulgar notícias sobre empresas, apresentar produtos novos ou expor mancadas corporativas.
Ao vencedor, os benefícios de ego - e também, potencialmente, a publicidade. Os blogueiros que escrevem para esses sites muitas vezes recebem por post, ainda que alguns sejam pagos com base no número de leitores que atraem. Eles criam audiência furando a concorrência ou ao publicar imenso volume de informações - ou ambos.
Alguns sites, como os da Gawker Media, pagam salários base e bonificações aos blogueiros que atinjam metas, por exemplo 100 mil visitas mensais à página que redigem. Depois, a meta é elevada, como no caso de vendedores que faturem comissões: quanto mais textos, mais dinheiro.
Os blogueiros de alguns dos maiores sites dizem que os escritores podem ganhar US$ 30 mil (cerca de R$ 50 mil) ao ano, inicialmente, e que alguns deles atingem os US$ 70 mil (R$ 115 mil). Alguns dos mais incansáveis ultrapassam a marca de US$ 100 mil, e alguns empresários do setor criaram pequenos impérios na Internet que geram centenas de milhares de dólares ao mês. Outros escritores que estão tentando fazer carreira com blogs dizem que conseguem faturar apenas por volta de US$ 1 mil mensais (R$ 1,7 mil).
Velocidade pode ser essencial. Caso um blog seja superado por um milissegundo, o post de outra pessoa é que atrairá a audiência, os links e a maior porção das verbas publicitárias.
"Não há um momento sequer - nem mesmo durante o sono - em que a pessoa não esteja preocupada com a possibilidade de estar perdendo uma matéria", diz Arrington.
"Não seria ótimo se a gente adotasse uma regra que diz que nenhum blogueiro pode postar texto novo entre as 20h, hora do Pacífico, e o raiar do dia seguinte? Assim poderíamos todos descansar", disse Arrington. "Mas isso nunca vai acontecer".
Tradução: Paulo Migliacci ME
The New York Times
Site Terra: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI2761325-EI4802,00-Sob+pressao+escritores+blogam+ate+cair.html
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Revista da Semana
Sociedade>> Saúde
"Atividade geraria alto nível de stress
Três conhecidos blogueiros de tecnologia dos EUA tiveram ataques do coração desde dezembro, e uma matéria no jornal americano sugere que o stress de blogar pode ser a causa. Cora Nucci, blogueira do Information Week, diz não ser tão prolífica quanto seus colegas que morreram - Russell Shaw, do ZDNet, e Marc Orchant, do blognation – mas que “a carga de blogar pode ser sentida por qualquer um, até por amadores”. É constante a urgência de expressar um pensamento original e postá-lo primeiro, diz ela. “Há dias em que nos sentimos quebrando pedras debaixo do sol quente. Postar pode dar a sensação de ficarmos suando vitoriosos sobre uma pequena pilha de emtulho”. O perigo resulta do alto nível de stress de se trabalhar 24 horas sem parar, e da leitura e escrita sedentárias. No mundo dos blogs “o tempo é tudo”, afirma a PC World. “Você tem de ser o primeiro a encontrar, analisar e postar as notícias”. O terceiro blogueiro citado pela New York Times, Om Malik, sobreviveu a um ataque do coração. Ele tem 41 anos. No momento, está em Miami, descansando – segundo contou em seu blog. "
http://revistadasemana.abril.com.br/conteudo/geral/conteudo_geral_275344.shtml
Questionamento
Me perguntaram:
"O que você faria se tivesse que virar corrupto para provar sua inocência?"
Respondi:
Respondi:
Viraria Político! Corrupto e Inocente!
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