terça-feira, 7 de setembro de 2010

VER O QUÊ?

Compro uma revista para me divertir, me informar, e para passar o tempo.
Precisava me entreter pela manhã, ou boa parte dela. Mas ao folhar a revista fui murchando a cada virada.
Edição 2181 de 8 de setembro, nada mais nada menos do que 69 páginas de pura propaganda. Nas páginas inteiras, mais a contracapa, e outras tantas embutidas nas demais folhas somam mais de 45% de propaganda.
Em uma revista de 154 páginas, oito compõem o índice, o editorial e o espaço do leitor. Restam 77 para satisfazerem a minha curiosidade e preencherem o meu tempo.
Das 77, 18 páginas são sobre política e politicagem: Lula; Dilma; PT; Serra; quebra de sigilo fiscal; etc. Confesso que estou cheia disso tudo. Todos querem ser o mocinho, mas nesta novela só tem lobo mau. E há opção?
Vejamos, 59 páginas por R$8,90. Temos entrevista com o ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Roberto Abdenur, que fala sobre: governo Lula! Guerra no Iraque; Copa de 2014; mudanças climáticas e o favorecimento político. Qual a nova?
Mas como nem tudo é tão imperfeito, ainda restou alguma leitura. Prisão do traficante Édgar Valdez Villarreal, no México; publicações “Uma Jornada” de Tony Blair, e “1822” de Laurentino Gomes; e para terminar, a crueldade humana com os animais confinados e para abate. Uma matéria muito empolgante com a foto de ovelhas degoladas e muito sangue.
Não é super interessante!?!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

D&D

O QUE DIZER DESSE CARA SINCERO
QUE COM SEU JEITO ÚNICO
ME ENVOLVE E ME ACOLHE
EM CADA PARTE DO SEU CORPO
ONDE ME SINTO SEGURA
E DA FORMA MAIS PURA
TUDO É TÃO DIFERENTE
VOCÊ É DIFERENTE
E NADA MUDARIA
DO JEITINHO QUE TU ÉS
CONSEGUE SER NATURAL
A PESSOA MAIS ESPECIAL QUE CONHECI
VOCÊ ALEGRA OS MEUS DIAS
COM O SEU BOM DIA
NADA ME ENTRISTECE

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Medidas

Muito tempo sem postar, muita gente sem ver
Muito peso a carregar, muitas lágrimas a correr
Pouco tempo pra sonhar, poucas chances de valer
Pouco brilho no olhar, poucas coisas a dizer

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Sem vacina

“Os horrores do cotidiano brasileiro inoculavam como vacina: cada dose de horror reforçava os anticorpos que protegiam a nossa sanidade. A barbárie banalizada nos insensibilizava, e a indignação e a resignação encontraram seu ponto de equilíbrio em nossas veias. Não se sobrevive em meio à miséria do país mais desigual do mundo sem essa imunização adquirida, a única maneira de viver aqui com um mínimo de normalidade, para quem não é um insensível nato. Mas as vacinas previnem contra germes rotineiros. O terror dos imunologistas é o germe novo, o germe imune à prevenção, o germe até então desconhecido. A escalada de horrores no noticiário brasileiro dos últimos tempos desafia todas as nossas defesas. Com aquele incêndio do ônibus com pessoas presas no seu interior, depois com a história do menino arrastado até a morte, entramos no terreno do horror inimaginável, do horror inédito. E com medo de que este também se banalize. Nada na longa história da miséria humana brasileira nos vacinou contra isso.”


O Mundo é Bárbaro e o que nós temos a ver com isso de Luis Fernando Ver!ssimo

Da sua natureza

“Sorte nossa que as árvores não gemam e os animais não falem. Imagine se cada vez que se aproximasse uma motosserra as árvores começassem a gritar “Ai, ai, ai!” e aos bois não faltassem argumentos razoáveis para não querer entrar no matadouro. Imagine porcos parlamentando em causa própria, galinhas bem articuladas reivindicando sua participação na renda dos ovos e gritando slogans contra o hábito bárbaro de comê-las, pássaros engaiolados fazendo discursos inflamados pela liberdade. Os únicos bichos que falam são os papagaios, mas até hoje não se tem notícia de um que defendesse os direitos dos outros. O papagaio tem voz, mas não tem consciência de classe.

A vida humana seria difícil se não pudéssemos colher uma beterraba sem ouvir as lamentações da sua família e insultos do resto da horta. Não deixaríamos de comer, claro. Nem beterrabas, nem bois ou galinhas, apesar dos seus protestos. Mas o remorso, e uma correta noção da prepotência inerente à condição de espécie dominante, faria parte da nossa dieta. Teríamos uma idéia mais exata da nossa crueldade indispensável, sem a qual não viveríamos. Sorte nossa que os vegetais e os animais não têm nem uma linguagem, quanto mais um discurso organizado. Não os comeríamos com a mesma empáfia se tivessem. O único consolo deles é que também padecemos da falta de comunicação: ainda não encontramos um jeito de negociar com os germes, convencer os vírus a nos pouparem com retórica e dar remorso em epidemias.

Eu às vezes fico pensando em como seria se os brasileiros falassem. Se protestassem contra o que lhes fazem, se fizessem discursos indignados em todas as filas de matadouros, se cobrassem com veemência uma participação em tudo o que produzem para enriquecer os outros, reagissem a todas as mentiras que lhes dizem, reclamassem tudo que lhes foi negado e sonegado e se negassem a continuar sendo devorados, rotineiramente em silêncio. Não é da sua natureza, eu sei, só estou especulando. Ainda seriam dominados por quem domina a linguagem e, além de tudo, sabe que fala mais alto o que nem boca tem, o dinheiro. Mas pelo menos não os comeriam com a mesma empáfia.”

O Mundo é Bárbaro e o que nós temos a ver com isso de Luis Fernando Ver!ssimo

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Procura-se um homem...

Como descrever aquilo que só se pode sentir? Esse é o meu desafio...

Hoje confidencio uma busca. Procuro um homem, mas não um homem qualquer...

Procuro um homem meigo, carinhoso, e másculo. Mas que não seja “bonzinho”. Não consigo gostar de homens “bonzinhos”, que a tudo consentem, que tenham na satisfação de sua companheira o seu maior objetivo.

Procuro um homem de gênio e temperamento fortes, com personalidade, que defenda aquilo que pensa, porém, aberto a outros pontos de vista, ao diálogo.

Procuro um homem extremamente “enjoado”, quase insuportável para aqueles que não o conhecem bem. Ao mesmo tempo, procuro um homem alegre, divertido, simpático e bem humorado.

Procuro um homem com olhar “oblíquo e dissimulado”, capaz de transmitir único e exclusivo mistério interior.

Procuro um homem com um pequeno defeito, algo como um “nariz diferente”, sardas, óculos. Na verdade, não é um defeito, e sim um charme que o destaque dos demais.

Pode ser moreno, loiro, negro ou ruivo, preferencialmente moreno. Não pode ser mais baixo do que eu (1,75m). Não pode ser gordo nem muito magro.

É desejável que goste de cachorro, de cinema, de teatro, de esportes, de praias, de fazenda, de festas, de passear no parque (sobretudo no Ibira), de navegar na internet, de videogame (mas que tenha paciência para jogar comigo e não ganhar sempre), de viajar, de trabalhar, de estudar, de doces, de um bom vinho, de comida japonesa, de aventuras.

É desejável que tenhamos motivos fúteis para discutirmos, como time de futebol. Além disso, é desejável que não subestime os meus conhecimentos futebolísticos.

É desejável que saiba dirigir (e tenha paciência para me ensinar).

É desejável que tenha pais agradáveis.

Precisa gostar da minha família.

Precisa ser independente.

Precisa ser ambicioso e extremamente educado.

Precisa passar-me segurança.

Precisa gostar do Rio Grande do Sul.

Precisa provocar em mim uma arritmia cardíaca todas as vezes que se aproxima.

Precisa ter um sorriso lindo, inspirando-me nos grandes desafios.

O sentimento por mim não precisa ser eterno. Apenas a sinceridade.

Eu não preciso ser a primeira nem a última, mas quero exclusividade enquanto comigo estiver.

Não precisa acreditar em casamento eterno (eu também tenho as minhas dúvidas), mas precisa ter vontade de casar e de ter filhos.

Não precisa saber cozinhar, lavar nem passar, mas operar com maestria equipamentos eletrônicos é fundamental.

Não pode nunca ser uma pessoa totalmente normal. Na verdade, acho muito chato um homem totalmente normal.

Não precisa ter muito dinheiro, mas o suficiente para nós, e que não dependa dos pais.

Se possuir algumas das características elencadas (não se preocupe com algumas contradições) e acha que tenho chances de atender os seus requisitos, favor deixar-me uma pista, um sinal de fumaça...

Um último detalhe: Tem que me amar, como a nenhuma outra.

***Texto de Alex Sander M. Gonçalves, reeditado com meus requisitos.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

APENAS UMA PAUSA

Não desisti, apenas adiei a realização de um sonho...

Tranquei a faculdade de Jornalismo, mais uma vez, mas um dia eu concluo!
Foram vários os fatores que fizeram com que eu parasse: financeiro; decepções com professores, matérias e faculdade; prioridade numa profissão com retorno imediato; entre outras.

Nunca achei que diploma fosse sinônimo de qualidade. Conheço algumas pessoas, possuidoras de canudo, que não classifico como profissionais, muito menos “bons profissionais”. Na discussão se jornalista deve ou não ser formado para exercer a profissão, concordo plenamente com as sábias palavras de Gay Talese, em entrevista para a revista Época (Julho de 2009):
“Tenho ouvido que, no Brasil, essa é uma discussão atual. Um diploma? Não... Para fazer jornalismo você precisa ser curioso, ter disposição para sair às ruas e ter paciência para ouvir as pessoas. Se você fizer a mesma pergunta dez vezes para a mesma pessoa, vai ouvir dez respostas diferentes. As pessoas mentem. E você precisa de tempo para buscar a verdade no que elas dizem. Se você não tem tempo para ouvir, não está comprometido com a profissão. Isso a faculdade não ensina.”

Acredito que cada um sabe o que é melhor para si, por isso eu quero sim ter um diploma de jornalista, mais ainda, me dedicar por inteiro. Percebi que este não é o momento, pois não disponho desse tempo.

Arrisquei prestar o vestibular na Fatec, para Saneamento Ambiental, na verdade o meu foco é Gestão Ambiental, mas este, só na USP ou fora de São Paulo. Não quer dizer que não tentarei a USP também, por enquanto, o que estiver ao meu alcance. Enquanto as coisas não acontecem, continuo com os pés no chão, sem pressa para voar.

E não é que passei... das 40 vagas disponíveis para o curso, ocupei a 16º colocação. Nada mal né, numa disputa de 8,45 candidatos por vaga!?!